quinta-feira, 30 de junho de 2011

Resgate



Às vezes o desejo mora na alma e pode ser que nada acalme que não o olhar
Ainda assim, qualquer que seja o significado de uma quarta cinzenta, desejo ir pra casa e friorenta, logo me deitar
Amanhã vai ser mais um dia, que com você eu queria e não vou estar

Com raiva afasto o silêncio que perturba, chega e abusa, é inconsequente
Sua distância dá segurança, a presença balança e trapaça a mente
E como o ditado mesmo diz a verdade é que “quem cala consente”

Estou certa de que fugir não adianta, é exatamente em você que o meu pecado está
Um pedaço tão importante e nesse instante te pertencer
Quem é você para chegar e arrastar um bocado de mim, e do mesmo “mim” se perder?

A lembrança machuca e eu não vou me esforçar
Quem sabe com um valor de resgate posso encontrar
Você seria capaz eu diria, de trazer numa maleta apertada a parte que me falta e negociar

O pior é que essa história me atenta
O bandido roubou da mocinha e não quer se entregar
Mas a cena esquenta porque ele não segue sozinho, no meu roteiro a mocinha é má

O bandido quase agredido pensou ser vingança
Olha para ela assustado ainda armado sem entender muito bem
Ela sem pressa levanta, tão leve que dança, vai e “passar bem”

O bandido atrapalhado não entende a mocinha não lhe cobrar 1 centavo
Abusou desse jogo vestindo uma personagem que lhe caiu muito bem
Afinal de contas todo o tempo o que ela mais queria era mesmo ser refém

1 comentários:

Líu Brito disse...

Ah! Shana Palmer, como eu te entendo...e como é bom ser sequestrada de vez em quando, por uma química louca que te tira do chão e te faz querer brincar de mocinha e bandido.
Como eu te admiro por viver tudo tão intensamente, mergulhando fundo em tudo o que faz e sente. Arranhou? Logo cicatriza e seguimos em frente. Melhor do que viver sem saber como teria sido bom.
Bjus