segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Pele


Queima, arde e devora.
Não existe ele, ela...
Ignora qualquer “eu e você”.
Sufoca a ponto de nos faltar o ar.
Quem é quem, pra quê perguntar?

Existe uma química que transforma em “bicho”, irraciona o intelecto onde não existe qualquer “pode ser...”.
Tão interessantes, inteligentes e diferentes, nada mais há de trocar!
Os olhos ultrapassam limites, nenhum convite à alma encontrar.

Brusca, apressada, suada preliminar.
Não há nada, o fogo basta...E quem não quer se queimar?
Corpos suados, adoçados, tão quente!
Sede, fome, só devorar...

Os opostos se atraem, mas não permanecem...
E quem quer saber?
Uma troca rica, tão objetiva, pra quê se envolver?

Os olhares profundos conversam sozinhos, sem conhecer os próprios caminhos.
Perguntar onde vai dar pra quê, quando o melhor é justamente se perder?

Corpos exaustos, incapazes de ver...
Que se enroscam como as pessoas que amam e respiram um único ser.
Desculpe, não é nosso caso e também não me importo...
Sequer me comporto para demonstrar!
Não disfarço nenhum minuto, orgasmo que segue, não raro é múltiplo.

Tanta coisa para dizer, mas ninguém se dispõe.
Gastar essa força seria ousadia, desperdício...
Conhecer a rotina, descobrir a menina que em nenhum momento está lá...
Tão apaixonante que seria brochante esse enredo mudar.

Por favor, que essa porta não abra, mantenha a voz calada!
O medo é palpável no ar...
Existe a loucura, tão cômoda que não só aprecia, tão louca vicia, quer mais desejar...

Quando acorda não existe promessa, apenas a pressa, “teletransportar”.
Vestir-se correndo, antes da armadilha...
Saber da doença da tia, que o trabalho vai mudar!

Então foi um click, fato consumado.
28 chegou, três pontinhos de lado...
O tempo é honesto, descreve o protesto, que há de enxergar.
Escorregada euforia, jamais admitiria querer se entregar.

Onde está aquela implicância incessante?
Escritas que se perdiam na tela, tão frias quanto distantes.

Mensagens de texto que se perdiam, cuidavam e riam, como divertiam!
E depois de tanto tempo...Admiração vai como vento!
O mais forte dos pilares.
Derruba, até a graça da loucura faz desmoronar!

Tão engraçado...Nunca errado!
Enfim surpreende, qualquer instante que tente, não acrescentar.
Perdendo a graça, quando todo tesão adolescente, o vazio deixar...

Cada personagem tem um papel.
Se estiver na hora de contar outra história, que seja o best-seller, aquele que você ainda não escreveu...
Como saber quando nele apostar?
Quando incessantemente suas páginas virar!

5 comentários:

Líu Brito disse...

Uffa!!!Fiquei até sem fôlego, sem palavras, não tenho mais idade pra ler isso não.Rsrsrs
Adorei...deu saudade, do tempo que a maturidade não me impedia de viver histórias tão pele quanto esta. bjus

Léo disse...

Eu adorei...

Ludmilla disse...

Agora são 00:15, e preciso dormir pois amanhã acordo às 5h40 pra trabalhar, mas seus textos me prenderam de uma tal forma que tive que ler todos rs , vc escreve mto bem! transmite mta verdade quando escreve.

Me vi em várias partes dos seus textos rs.

Parabéns mesmo, admiro pessoas inteligentes!!!

bjs Ludmilla

Shana Palmer disse...

Nossa muito obrigada, fiquei muito feliz! Tentei entrar no seu mas não consegui :(

Camila disse...

Muito bom, Shana.