terça-feira, 18 de agosto de 2009

Doce rotina


Diante do amor, todos nós nos tornamos frágeis.
Estamos sempre dispostos a amar mais e acreditar em tudo.
Ser capaz de ficar horas a fio esperando que um telefone toque...

Tudo que queremos é saber se o nosso amor quer saber sobre nós.
E tudo que fazemos é pensando em fazer para ele, porque ver ele feliz é estar feliz também.

Conhecemos o perdão e descobrimos que ele não é tão difícil assim, que muitas vezes, dói muito mais ter de ser perdoado, já que não queremos ferir quem amamos.

O alimento deixa de ser combustível, passa a ser noites significativas de pipoca e brigadeiro, é por isso que felicidade engorda tanto.

Descobrimos que limites são feitos de momentos sem graça, que os melhores dias foram aqueles em que perdemos o controle.

Que quando escrevemos uma carta, acabamos por decifrar coisas sobre nós mesmos que ainda não sabíamos e acabamos nos descobrindo dessa forma.

Que a rotina é um saco e é preciso ser muito criativo para o amor manter paixão.
Que não tem nada melhor que o início de um relacionamento, com a descoberta quente de um abraço com tesão, que um dia fica tão simples que vira obrigação.

Um dia descobrimos que a nossa fragilidade nos tornou vulneráveis.
Que amar mais dói muito mais que amar controladamente.
E nos tornamos pessoas desconfiadas...

Continuamos esperando que o telefone toque, mas acabamos por desligar várias vezes com força sem dizer “um beijo”.
Nosso amor saber sobre nós vira uma satisfação necessária.
E tudo que deixamos de fazer, é para que ele fique menos chateado do que já fizemos um dia!

Lembramos dos perdões e cobramos ser perdoados.
O alimento passa a ser “desnecessário” e as noites são de angústia ou de uma “noite irada” sem a menor fome...

Descobrimos que acabou porque passamos dos limites e ao mesmo tempo não perdemos mais o controle.

Que as cartas são lembranças do que sentimos um dia e de quanto haviam sentido por nós.

Que tudo que gostaríamos é que a rotina retornasse porque todas as paixões passam e o amor é difícil de ser encontrado numa paixão qualquer...

Que inícios são muito bons, mas são superficiais, porque ninguém inicia nada amando ninguém!
Que a melhor coisa era aquele abraço sem graça, que quando deixamos de ter obrigação morremos de saudades dele...

Da cama sem um tesão inovador, mas também sem qualquer cerimônia, que nos leva para um lugar, onde só quem ama consegue chegar...

2 comentários:

Carolina disse...

Shana, adorei seu texto! O amor é isso mesmo...

tiana_abreu disse...

nossa adorei...vou te acompanhar sempre